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neste espaço compartilharei minhas ideias, minhas propostas, um pouco da minha vida com vocês e diálogos sobre temas afetos a minha militância nos movimentos populares, sociais e ambientais. Conto com vocês nessa caminhada.

sábado, 13 de junho de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Marx: crise e transição: contribuições para o debate hoje



A CONTRADIÇÃO EM PROCESSO E SEUS LIMITES: A CRISE NA ERA DO CAPITALISMO SENIL

Quando Marx, no ano de 1848, em parceria com Engels, escreve o Manifesto Comunista, seu conhecimento da Economia Política (EP) ainda estava longe do que viria a ser dez anos mais tarde, quando redige, sob a forma de apontamentos, os Grundrisse (1857-1858), os quais seriam a base para a redação de O Capital. Mesmo sem domínio profundo da EP, isto não o impediu de intuir a dialética do desenvolvimento e destruição das forças produtivas ao longo da evolução do capitalismo. Compreendeu muito bem que [...] a sociedade burguesa moderna, que conjurou gigantescos meios de produção e de troca, assemelha-se ao feiticeiro que já não pode controlar os poderes infernais que invocou [...].

Alguns indicadores dão prova dessa fase senil do capitalismo. Dentre eles destaquem-se:

(4) Outro indicador de senilidade do capitalismo é revelado pela crise energética em que mergulhou o sistema. Atualmente mais de 80% da matriz energética do mundo é composta de recursos naturais não renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral). Bernstein (2009) lembra que

[...] é importante não que esquecer que o capitalismo industrial pôde avançar desde o inal do século XVIII porque conseguiu se tornar independente dos recursos energéticos renováveis, que o submetiam a seus ritmos de reprodução, e impor sua lógica aos recursos não renováveis: o carvão, seguido mais adiante pelo petróleo. Essa proeza depredadora (que nos levou ao desastre atual) foi o pilar decisivo da construção de seu sistema tecnológico articulador de uma complexa e evolutiva rede de procedimentos produtivos, produtos, matérias primas, hábitos de consumo, etc., ligando o desenvolvimento científico e as estruturas de poder.

(5) Crise ecológica, que tem como principal causa a matriz energética extremamente poluente. Não é fácil enfrentar esse problema. A maior diiculdade é o capital inanceiro. Com efeito, sem incluir as empresas estatais, as reservas de combustíveis fosseis estão nas mãos de 200 empresas. Tais reservas, airma Nadal (2013),

[...] já estão anotadas em seus balanços com um enorme valor monetário. Uma avaliação destas empresas admite que essas reservas serão efetivamente realizadas, o que signiica que serão extraídas e utilizadas.
Do ponto de vista contábil, ninguém está preocupado se a utilização dessas reservas é suiciente para ultrapassar o perigoso patamar dos graus centígrados. A mudança climática não é um conceito contábil.

(6) Finalmente, vem a crise urbana como um dos mais complexos indicador de senilidade do capitalismo. Não é preciso ser especialista no assunto para saber que as cidades ocupam destaque central da mídia, com seus desastres decorrentes de

[...] enchentes, desmoronamentos com mortes, congestionamentos, crescimento exponencial da população moradora de favelas (ininterruptamente nos últimos 30 anos), aumento da segregação e da dispersão urbana, desmatamentos, ocupação de dunas, mangues, APPs (Áreas de Proteção Permanente) APMs (Áreas de Proteção dos Mananciais), poluição do ar, das praias, córregos, rios, lagos e mananciais de água, impermeabilização do solo (tamponamento de córregos e abertura de avenidas em fundo de vales), ilhas de calor... e mais ainda: aumento da violência, do crime organizado em torno do consumo de drogas, do stress, da depressão, do individualismo, da competição. As cidades fornecem destaques diários para a mídia escrita, falada e televisionada.

Francisco José Soares Teixeira
M392 Marx: crise e transição: contribuições para o debate hoje / Jair Pinheiro (org.). p. 93 a 107 – Marília : Oficina Universitária; São Paulo : Cultura Acadêmica, 2014.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MARINHO SEUS AFETOS E AFETADOS(AS)



“Nesse contexto, o espaço urbano representa a materialidade das relações sociais de produção e de consumo, produzindo fragmentação na paisagem, degradação ambiental, alterações climáticas em micro, meso e macroescala.
Em virtude das ameaças das alterações climáticas para que apontam as investigações mais credíveis, as cidades constituem a mais acelerada alteração ambiental, com intensa transformação da primeira natureza. Nesse contexto, a cidade também corresponde a um potencial único para a aplicação de medidas mitigadoras dos impactos indesejáveis dessas alterações”. ANÁLISE DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NAS METRÓPOLES: O EXEMPLO DE SÃO PAULO E LISBOA. Magda Adelaide Lombardo1(Professora titular do departamento de Planejamento, IGCE/Unesp, Rio Claro).

Considerando que a Bacia do Hidrográfica do Rio Marinho é muito abrangente nas suas causas e efeitos, e ainda que outros efeitos - os das mudanças climáticas - poderão alcançar outros bairros em outros municípios a Coordenação do Fórum Permanente da Sociedade Civil em Defesa dos Rios Marinho e Formate - Pela Perenização dos Corpos D’Água! - convida os cidadãos e as cidadãs citadinos(as) nos municípios de Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória, que se relacionam com a Bacia Hidrográfica do Rio Marinho, desde a transposição das água do Rio Formate até o seu encontro com as águas da Baia de Vitória para participarem da AUDIÊNCIA PÚBLICA   que debaterá AS OBRAS ESTRUTURANTES E SEUS IMPACTOS NO RIO MARINHO E JUNTO AOS CIDADÃOS E CIDADÃS DA GRANDE COBILÂNDIA,  pois as intervenções imediatas, de médio e longo prazo necessitam prioritariamente de seus registros e suas experiências.